Besteira qualquer
quinta-feira, 22 de março de 2012
terça-feira, 20 de março de 2012
And no one sings me lullabies
And I am you and what I see is me
And do I take you by the hand
And lead you through the land
And help me understand the best I can
And no one calls us to move on
And no one forces down our eyes
And no one speaks
And no one tries
And no one flies around the sun
quinta-feira, 1 de março de 2012
Um brinde
E então, as coisas chegam ao fim. me lembro de indagar, tempos atrás ( como as coisas eram desengonçadas tempos atrás. Como se eu fosse pequena para os espaços, que agora são grandes) como seria o fim. Teria um fim? Se fosse ter, que fosse um final feliz. Um final onde tudo tivesse sido uma experiência incrível, onde nos sentíssemos engrandecidos por ter conhecido um ao outro, um final de purpurina e de amanhecer, aquela hora que acaba a festa e você tem que dormir, vencida pelo cansaço, mas a noite foi tão alegre, dormiremos um sono justo. E depois quando acordarmos descansados sorriremos satisfeitos, com as lembranças de uma noite agitada e cheia de prazer (e porque não, prazer? Seria hipócrita se não admitíssemos que o ser humano é absolutamente hedonista).
Mas é esquisito. Agora, que o fim chegou, olho para trás e só há cicatrizes. Até ferimentos abertos, expostos para quem quiser meter o dedo ficar a vontade (e ainda seres humanos). Como se houvesse um arrependimento entre nossas trocas existenciais. Como se fosse de nossa preferencia apagar todas as memórias, fingir que nada aconteceu, que tudo o que houve entre a gente foi lixo, merece ser descartado e escarrado.
Volto um pouco na minha própria mente, vamos devagar. Mas é isso então. De nossas vidas, só adquirimos traumas, e murchando vamos, criando uma concha em volta, se escondendo atrás de um muro para evitar contato com ferimentos futuros. Impulsos banidos, espontaneidade é coisa de criança. Eu, como ser experiente, sorrirei casualmente, em intervalos de vinte minutos ou em ocasiões formais onde meu carisma seja um ponto adicional.
Certo, exagerei. Sempre acabo te tratando como robô. Mas conversamos sobre isso, sei que você é ser humano. Talvez, quando você agir como um, eu acredite. Você, que falava tanto de evolucionismo, parece estar atrofiando cada vez mais, e eu estou atrofiando também, estamos todos celebrando a desevolução com nossas atitudes mesquinhas e orgulhosas. Nossos caprichos, nosso poder de descartar seres humanos. Parabéns à nós.
Mas é esquisito. Agora, que o fim chegou, olho para trás e só há cicatrizes. Até ferimentos abertos, expostos para quem quiser meter o dedo ficar a vontade (e ainda seres humanos). Como se houvesse um arrependimento entre nossas trocas existenciais. Como se fosse de nossa preferencia apagar todas as memórias, fingir que nada aconteceu, que tudo o que houve entre a gente foi lixo, merece ser descartado e escarrado.
Volto um pouco na minha própria mente, vamos devagar. Mas é isso então. De nossas vidas, só adquirimos traumas, e murchando vamos, criando uma concha em volta, se escondendo atrás de um muro para evitar contato com ferimentos futuros. Impulsos banidos, espontaneidade é coisa de criança. Eu, como ser experiente, sorrirei casualmente, em intervalos de vinte minutos ou em ocasiões formais onde meu carisma seja um ponto adicional.
Certo, exagerei. Sempre acabo te tratando como robô. Mas conversamos sobre isso, sei que você é ser humano. Talvez, quando você agir como um, eu acredite. Você, que falava tanto de evolucionismo, parece estar atrofiando cada vez mais, e eu estou atrofiando também, estamos todos celebrando a desevolução com nossas atitudes mesquinhas e orgulhosas. Nossos caprichos, nosso poder de descartar seres humanos. Parabéns à nós.
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nada,
põe pra fora mesmo,
tomo 2 ainda.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
você que sabe da minha rotina. porque eu tenho uma rotina absurda. castrante até a alma.
acordo as 6 e 40. arrumo a mala e café da manhã (nescau e 4 bolacha de água e sal)
ai vou trabalhar, vou lendo. chego no trabalha as 9 e ponto.
as 12 vou almoçar, restaurante vegetariano. Normalmente na saida como um docinho.
as 15 eu saiu. pega um onibus até o broklin.
vou malhar. academia. ate as 6.
vou para a faculdade. baguete de pasta de berinjela e um coca de 200ml.
vejo aula até as 11. pego a van volto para a casa e mexo no pc até geralmente 12 e 30
ai sabado tem o inglês.
o resto do tempo eu passo lendo ou vendo filme. de vez em quando eu escrevo.
AUIHAUUIA
vc sabe minha vida.
provavelmente até junho.
ahh. eu vou ganhar um carro,
eu ia comprar uma moto, ai meu pai resolveu me dar um carro.
o que achou da minha vida?
puxa
você mudou muito
eu tenho inveja da sua rotina
acho admirável
de verdade
acho que você está com saudade da brisa do ano passado
vc fazendo elcv. e dando aula.
vc estava mó felizona. ao menos apararentava
sinto falta de ser sozina
sozinha
eu acho legal, minha rotina, mas nada demais. Eu tinha tempo demais, sempre esperando pelo impulso e a novidade. mas eu estou ficando velho, e apesar de tantas novas embalagens é sempre a mesma coisa. Não acho as coisas tão mais legais, nem o impulsos tão interessante. ai só sobra a rotina.
era tão bom poder ser o que eu queria ser na hora que eu queria ser, não dei o valor certo
o que é ser na hora que quer ser?
é não ser vulnerável pelas pessoas ao redor, talvez você seja autêntico o suficiente pra conseguir fazer isso mesmo com pessoas ao seu redor, mas eu fui educada de um jeito escroto e tradicional
Nossa, eu nunca fui autêntico assim. Eu sei que você não gosta dessa minha mania de querer explicar tudo, mesmo quando não acredito na explicação, mas o sociólogos dizem uma brisa assim. Que o individuo, meio que não existe plenamente, nós só existimos dentro de um conjunto de pessoas
então é impossivel ser totalmente alheia as pessoas, só não lidando com elas.
até o freud tem aquela brisa de superego, que é uma parte do nosso ser inconsciente formado pelo o que achamos ser a pressões externas a como devemos ser e agir
e eu não sei, eu fico meio sem saber o que pensar nisso.
acho que deve ser por ai mesmo. tem aquela coisa de impossivel ser feliz sozinho
e o inferno são os outros
blá, não
é, isso
o inferno são os outros
ser sozinho é um momento raro
o problema é que a gente se sente incômodo em estar sozinho
mas uma vida só é muito mais feliz que uma vida compartilhada
você falando isso é estranho
eu lembro de uma discussão que tivemos por causa do na natureza selvagem
pois é hauheuahe, chega a ser ironico
eu tenho uma teoria mais ou menos assim. na verdade não é o que é certo. mas o que se propaga, as pessoas que são sozinhas não geram outras pessoas. e nós somos os filhos daquelas pessoas que não aguentavam ser sozinhas
então temos em nós essa genética da multiplicação que nos impede de ser sozinho, tipo uma natureza que nos impele aos outros
mas a solidão é a única coisa verdadeira que podemos encontrar em nós mesmos, sem saber
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
domingo, 29 de janeiro de 2012
Biological
Caminhavam sem pressa pelo Jardim. Sábado abafado, atmosfera abafada. Ela se distraía com as plantas, as raizes, os detalhes dos troncos das árvores, as cores de um inseto com vida curta. Ele, somente ele próprio sabe sobre o que pensava. Mirando suas duras expressões só sabíamos que não estava ali, estava ali de corpo, mas logo víamos que viajava por suas próprias galáxias, seus próprios planetas infindáveis de questionamento e de falta de paz.
Caminhavam em silêncio. Quem visse de longe, logo acharia bonito. Quem visse de dentro, veria solidão conjunta.
-É um jogo pra você, né?
-Oi?!
-Tudo isso, é um jogo pra você. É por isso que você não se importa tanto. Como se tudo dependesse da sorte. Um ganhador, o resto, Game Over. Mas isso é vida. Game Over não é um simples "Ok, agora vamos assistir um filme, esse jogo era chato mesmo."
- Não penso assim e você sabe que eu não penso assim. Só não gosto de sofrer, como qualquer outra pessoa, e me desprendo fácil, pra não ter problemas. Você deveria relaxar um pouco.
-Eu estou relaxado.
-Queria mesmo que tudo fosse um jogo. Que deixar o jogo pela metade não tivesse tantas consequencias. Mas largar o jogo no meio é motivo para ser um daqueles que "não sabem perder". Bom, até que poderíamos então encarar as coisas como um jogo, com a condição de que no fim, não houvesse ganhadores nem perdedores.
-Então, é isso que você pensa da vida?
-...Acho que é isso, sim.
Sorriram. Ele olhava para as copas das árvores, agora que estavam deitados em um canto, devo dizer, delicioso do Jardim. Se distraía com a luz do sol penetrando através de cada folha das àrvores, chegando ao chão com força. O céu, azul e sem nuvens. Ela, também olhava fixo para a copa das árvores, mas um olhar perdido, de quem está em outro planeta.
Caminhavam em silêncio. Quem visse de longe, logo acharia bonito. Quem visse de dentro, veria solidão conjunta.
-É um jogo pra você, né?
-Oi?!
-Tudo isso, é um jogo pra você. É por isso que você não se importa tanto. Como se tudo dependesse da sorte. Um ganhador, o resto, Game Over. Mas isso é vida. Game Over não é um simples "Ok, agora vamos assistir um filme, esse jogo era chato mesmo."
- Não penso assim e você sabe que eu não penso assim. Só não gosto de sofrer, como qualquer outra pessoa, e me desprendo fácil, pra não ter problemas. Você deveria relaxar um pouco.
-Eu estou relaxado.
-Queria mesmo que tudo fosse um jogo. Que deixar o jogo pela metade não tivesse tantas consequencias. Mas largar o jogo no meio é motivo para ser um daqueles que "não sabem perder". Bom, até que poderíamos então encarar as coisas como um jogo, com a condição de que no fim, não houvesse ganhadores nem perdedores.
-Então, é isso que você pensa da vida?
-...Acho que é isso, sim.
Sorriram. Ele olhava para as copas das árvores, agora que estavam deitados em um canto, devo dizer, delicioso do Jardim. Se distraía com a luz do sol penetrando através de cada folha das àrvores, chegando ao chão com força. O céu, azul e sem nuvens. Ela, também olhava fixo para a copa das árvores, mas um olhar perdido, de quem está em outro planeta.
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